Neurociência e comportamento do cliente: como entender os sete sentidos humanos para criar estratégias de marketing eficazes
O ser humano por si só já é complicado, e compreender o comportamento do consumidor ao longo dos anos é um desafio constante.
Antes a estratégia de marketing era projetada de dentro para fora, ou seja, da empresa para o cliente. O mercado ditava os produtos para venda e o cliente consumia ao se ver nele. Sabemos que a realidade hoje é totalmente diferente, do marketing de massa passamos para o marketing de nichos e one to one.
Atualmente, cabe as marcas pesquisarem constantemente entre os vários canais quais sãos as necessidades do consumidor individualmente e como conquistá-lo. Ao longo dos avanços, a neurociência tem sido uma ferramenta valiosa para as empresas, pois por meio dela, podem desenvolver novas estratégias que levam em consideração os sete sentidos do ser humano, incluindo a interocepção e a propriocepção que foram descobertas nesse ano. A neurocientista espanhola Nazareth Castellanos, pesquisadora do Laboratório Nirakara-Lab e professora da Universidade Complutense de Madri, na Espanha, descobriu esses novos sentidos que seriam no caso mais importantes do que os outros cinco sentidos(olfato, audição, visão, paladar e tato).
O primeiro sentido é a interocepção, é a capacidade de sentir as sensações internas do corpo, como fome, sede e dor. Já o segundo sentido é a propriocepção, que é a capacidade de sentir a posição do corpo no espaço. Mudando a importância da compreensão do ser humano, de dentro para fora, ao invés do contrário.
É um estudo que não só faz cair por terra a frase: "mente sã, corpo são" como também eleva a importância do autoconhecimento. A mente e o corpo funcionam juntos e não podem ser estudados separadamente, portanto, para se ter uma mente sã, é necessário ter um corpo são.
Portanto, cada vez mais a neurociência está evoluindo e se tornando mais presente nas estratégias empresariais através do neuromarketing e no nosso dia a dia.
Já se sabe que o comportamento de compra do consumidor é ativado por meio das emoções, dos seus gatilhos mentais pessoais que podem ter sido gerados na sua infância e experiências passadas.
Muitos podem ver essa evolução como uma forma de manipular, afinal, ainda temos os convictos de que o marketing induz ao consumo, se isso fosse verdade muitas empresas não teriam fechado suas portas; mas o excepcional aqui, é compreender como cada um de nós vemos o mundo de forma única, mesmo tendo a mesma experiência.
Esses estudos não só nos permiti compreender melhor nós mesmos como possibilita nos comunicar de forma mais empática e assertiva com o próximo, seja com o intuito comercial, social e principalmente na gestão de pessoas.
A questão da saúde mental ainda é o tema em destaque para a vida profissional e para a saúde pública. E ter esse conhecimento nos dar a oportunidade de gerar as mudanças que gostaríamos de forma mais consciente, ao invés de ficarmos nos programando com metas que não vamos cumprir, porque podemos está emitindo outra informação ao cérebro que não percebemos internamente, nos levando ao fracasso e a decepção.
Quer saber mais sobre?
Indico a palestra da Professora Deyse Krüger, especialista em Neurociências, que aborda sobre: Como a Neurociência pode te ajudar a ter uma vida melhor .
Espero que gostem e partiu evolução!

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