Para os saudosistas, saibam que o futuro nunca mais será o mesmo. Isso mesmo, o futuro parece ser moldado a cada avanço literário e tecnológico. Antes, as novas evoluções levavam anos para acontecer e hoje levam dias.
Não é à toa que estamos com medo do futuro, pois se tornou inimaginável com a rápida necessidade de adaptação.
Quando imaginamos o futuro, geralmente pensamos nos próximos cinco anos, mas o período correto ao medir o futuro é dez anos; no entanto, com uma diferença: temos que planejar o futuro com pensamento de curto prazo.
Mas por quê?
A inteligência artificial, como o ChatGPT, pode levar as pessoas a opiniões muito diversas, contra e a favor, mas temos outro viés que é o neutro.
Não podemos negar a evolução. Sei que o medo de perder o emprego para as máquinas continua em voga, mas quem realmente vai perder o emprego será quem não aderir a isso ao seu dia a dia.
Não podemos negar a evolução. Sei que o medo de perder o emprego para as máquinas continua em voga, mas quem realmente vai perder o emprego será quem não aderir a isso ao seu dia a dia.
Programas de linguagem natural não são algo deste século. O primeiro programa foi criado entre os anos 1964 e 1966 por Joseph Weizenbaum, o software, Eliza.
Este evoluiu ao longo dos anos, e surgiu o ChatGPT, que se tornou acessível à sociedade.
Estamos saindo da geração operacional para a geração do conhecimento. O que temos que considerar é como será aplicado na sociedade, pois se já temos consciência da desigualdade, imagine se adotarmos as novas tecnologias sem escrúpulo nenhum; iremos aumentar a desigualdade sem proporções.
Continuar sem debater e tratar essa questão, iremos simplesmente ter um futuro com menos de 10% da sociedade. Apocalipse? Talvez!
Ao se tratar de futuros, não podemos considerar somente as novas tecnologias; outros departamentos como saúde, educação, finanças, empresas, sociedade, entre outros, precisam ser reavaliados e planejados.
Porém, isso será concreto com a colaboração, perspectiva e multidisciplinaridade da política junto ao governo, empresas e sociedade para vivermos num sistema inclusivo para todos.
O tema política não é bem-vindo numa roda de conversa, mas ao se tratar do futuro, temos que adotar a integração e participação de todos, mesmo que neste a corrupção ainda não tenha sido erradicada. Assim, ao nos dirigirmos para os próximos 10 anos, é crucial desenvolvermos a habilidade de interpretar informações, discernir entre fontes confiáveis e criar conhecimento.
Na educação, o letramento digital é essencial não apenas para capacitar, mas também para inspirar a curiosidade, elemento fundamental para impulsionar a inovação, já que nosso sistema atual, tanto de aprendizagem quanto de gestão de empresas, é baseado em decorar e aplicar sem questionar.
Como empreendedores e CEOs, é importante desenvolver três habilidades: pensamento crítico, adaptabilidade e humanidade. Pois o que nos move à mudança é o desejo. Cabe somente a nós usarmos as tecnologias a nosso favor para focarmos no que realmente fomos "programados a fazer": amar. Sem isso, a inteligência artificial se torna a maldição que tantos veem, o exterminador do futuro.
A máquina em si não é ruim, e sim quem está por trás dela. Os enigmas de quem decide o futuro continuam em nossas mãos e não pode ser um poder exclusivo para poucos.
Quais sinais o futuro de hoje nos reserva?
No cenário atual, temos uma sociedade mais idosa com alto potencial de longevidade, adultos sustentados pelos pais aposentados, jovens que não querem estudar e nem trabalhar, queda da natalidade, mudanças climáticas...
A capacidade de interpretar esses sinais não só nos permite estar preparados, mas também nos capacita a moldar ativamente o curso dos acontecimentos, construindo um futuro que seja não apenas previsível, mas também promissor com ética.
A capacidade de interpretar esses sinais não só nos permite estar preparados, mas também nos capacita a moldar ativamente o curso dos acontecimentos, construindo um futuro que seja não apenas previsível, mas também promissor com ética.
Quais futuros você vê?

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