Para muitos a internet é algo irrefutável, uma fonte segura de informação, porém mesmo tendo inteligência artificial ou não, a origem é o homem. Ninguém tem a verdade absoluta, no entanto quando pesquisamos esquecemos de questionar o que temos como resultado de resposta.
Um exemplo claro disso é as pesquisas que ocorrem nos buscadores, já encontrei no universo dos negócios clientes que consideram os primeiros resultados como os melhores, não porque são anúncios patrocinados (pagos) mas sim, porque o “Google” qualificou como melhor, o pior de tudo, é que há pessoas que não leem e consideram os resultados como o melhor dos cenários.
Outro exemplo bastante comum são os depoimentos, esses que qualificam por meio de estrelas os lugares se são bons ou não, porém como hoje o poder dos influencers ultrapassa barreiras para validar vendas e negócios, há o mercado de opinião em que usuários comuns são pagos para validar estabelecimentos positivamente para elevar a confiança da empresa e de seus futuros clientes.
Não estamos mais limitados somente a FAKE NEWS de fofocas e política, é um novo mercado crescente sobre opiniões que vai além dos influenciadores.
Então, quanto vale a sua opinião?
Estamos em um cenário confuso em que há escassez de emprego, falta de mão de obra qualificada, inteligência artificial em expansão no nosso dia a dia, e a única coisa mais preocupante para a nova geração é de quantas curtidas tem em seu perfil ou quanto pode ganhar sendo um fantoche nas redes sociais.
É um novo mercado que gera muito dinheiro fácil, mas a que custo?
O mundo digital não tem como apagar seus rastros, recentemente assisti o filme de ficção chamado Resistência, que aborda uma guerra em entre humanos e humanos que aceitam a inteligência artificial como evolução, entre tantos temas interessantes, um me chamou atenção, a adoção da sua face para ser usados em androides, uma forma de eternizar a sua presença.
Não vejo isso como algo muito futurista, já que não há vida eterna… mas, temos que nos atentar a evolução das coisas em nossas vidas. Pois, o Google, a Siri, a Alexa ouvem nossas conversas, nossos dados são compartilhados nas entrelinhas de contratos online que não lemos, entre empresas que nunca ouvimos falar.
Seus dados podem ser seus, mas não temos posse, tudo a favor de lhe oferecer aplicativos de entretenimento, ferramentas gratuitas de trabalho entre tantos outros.
Acredite no digital se quiser, mas o que é realmente é verdade?
Numa realidade não muito distante, creio que iremos garimpar verdades online, pois tudo o que visualizarmos será manipulado, assim, se você quer saber a verdade sobre um estabelecimento hoje procure o Reclame Aqui, pois fazer um registro de reclamação leva tempo e as pessoas realmente estão frustradas por solução.
Ainda somos inocentes digitais e se não nos prepararmos seremos vítimas digitais com traumas na vida real.
Quer informação?
Pesquise, questione, valide as fontes e pessoas. E o mais importante, valide com pessoas próximas a você, a comunicação touch a touch ainda é o que move o mercado e as negociações.
Espero que tenha gostado e lembre-se de ser um protagonista digital e não um coadjuvante.

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