Para quem começa seu próprio negócio e tem uma mente criativa, o famoso pensamento fora da caixa, tem inúmeras ideias de como divulgar o seu produto, saiba que há limitações.
O marketing tanto offline quanto online não é a casa da mãe Joana para publicar do jeito que quiser.
O mundo digital ainda está no processo de legalizar a proteção de dados em todas as suas instâncias (LGPD), afinal ainda estamos vivenciando um processo exponencial de mudanças, que muitos até então, estão sendo tratados enquanto os estamos presenciando.
Mas para quem não sabe, o fato de ter dinheiro e uma boa ideia de publicidade não lhe dar o direito de anunciar o que quiser; exemplos disso, são vários comerciais que não cabem mais no contexto do mercado atual, como os anúncios de mulheres sexualizando comerciais de cerveja, crianças promovendo a compra de produtos para outras crianças, promoções falsas, brinquedos que se mexem sozinhos, entre tantos outros que bombardearam os anos 90.
Toda essa fiscalização da publicidade acontece pelo Conar, que é o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária que tem como objetivo defender a liberdade de expressão comercial, desde que não gere constrangimento ao consumidor por publicidade enganosa e abusiva.
É importante observar que o consumidor tem esse canal para denunciar e ter sua opinião ouvida e assistida, já que o conselho aciona a empresa acusada para resolver tal questão, se o anúncio continuará a veicular ou não.
Outras empresas também podem abrir reclamação quando se sentem lesadas pela concorrência, um caso famoso é o da Antártica que mostra a fazenda do fruto do Guaraná, porém no fim do comercial, o personagem lança a pergunta para a Coca Cola: - De onde vem o seu fruto? (https://youtu.be/jSN5hppjdb4).
Portanto, o Conar busca manter a ética da publicidade no mercado. Tanto que há uma necessidade constante de atualização, devido a novos canais de comunicação e publicação, como o YOUTUBE.
Devido a isso, em 2019, o Conar lança o boletim de ética para influenciadores digitais que traz recomendações de publicidade nas redes sociais.
Esse acompanhamento é tão importante que em 2020, foram abertos 73,5% de processos para peças publicitárias veiculadas pela internet e a maior parte das reclamações ocorreram entre mulheres representando 66%, sendo que a faixa etária com maior índice de contestações foi de 18 a 24 anos com 35,5%.
Esse dado não só nos mostra que ainda há muito o que trabalhar nesse contexto, como pontua, que a população de jovens está mais crítica com o que ver nos canais de comunicação.
Portanto, a publicidade não pode ser gerada de dentro da empresa para fora, é preciso pesquisar seu público e avaliar o que é aceitável para ele.
Caso você tenha interesse de saber mais sobre o Conar e sobre o boletim, acesse o link:http://www.conar.org.br/.
Link destinado para nostalgia: https://youtu.be/Htl1TE1g_7M
Espero que tenha gostado e fique atento a ética da publicidade, pois o marketing não é brincadeira.

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