Encontrar um segmento para começar o negócio e definir um público, não é a única dor de cabeça que um empreendedor iniciante pode ter.
Um dos grandes entraves também se encontra na precificação.
Dependendo do produto/serviço ao se lançar no mercado, pode haver grandes impasses de se tornar competitivo perante os concorrentes, que pode levar a dois caminhos: baixar o preço em comparação a média do mercado para conquistar novos clientes ou aplicar um valor acima.
As duas opções são válidas, desde que estejam atreladas a uma estratégia. Por exemplo: posso vender com um preço abaixo do mercado, mas em um prazo que seja curto que não atrapalhe a vida financeira da minha empresa, e que a prestação de serviço seja percebida pelo cliente como algo diferenciado e com muito valor, que após esse período promocional, ele se torne um cliente fidelizado; Já na outra estratégia, a percepção de diferencial tem que ser a primeira coisa a ser trabalhada na mente do cliente, sendo não só um lançamento de uma nova empresa, mas sim, a solução que o mercado ainda não ofereceu a esse.
O que vejo e percebo em muitas empresas é a questão do aumento das vendas atrelado ao preço. Temos a ideia de que as vendas se superam na sazonalidade, isso não está errado, mas o posicionamento da marca perante o cliente tem muito valor, pois é por meio dessa percepção que acontecem as vendas.
O que quero dizer?
Na negociação independente do que seja, o cliente sempre pedirá desconto, seja venda para cliente final ou CNPJ, porém isso não pode ser uma bengala de argumento para se conseguir uma venda.
Quando você oferece benefícios, “encanta o cliente” e comprova seu diferencial perante os concorrentes, dificilmente o cliente vai chorar por preço. E isso não é utópico, marcas como Apple, Louis Vuitton entre outros são prova disso.
Você pode retrucar, falando que essas marcas são de luxo, mas não podemos esquecer que estas também tiveram um momento de introdução de mercado e a justificativa para o preço que tem hoje, é o posicionamento que foi trabalhado ao longo da sua construção.
Claro, isso é um trabalho fácil? Não! É necessário pesquisa de mercado que envolva novas tendências, satisfação do cliente, P&D entre outros pontos.
Como empreendedores, o que quero destacar é que não desvalorize o seu trabalho, tudo o que você construiu, levou esforço e tempo, então não aplique em suas vendas aquelas frases famosas “ME AJUDA A BATER A MINHA META” ou “COMPRE PARA ME AJUDAR”.
Isso não é uma estratégia e ainda desmerece a sua marca.
Por outro lado, se o seu preço é justo, não tem margem para desconto e o cliente insiste, deixe claro que você não pode dar de graça a única coisa que tem para vender.
O mercado econômico é feito de trocas e não de assalto (porém aparenta), mas não é.
Imagine se todos os seus funcionários dessem desconto para fazer uma venda, o quanto isso pesaria no fechamento financeiro no fim do ano?!
Em suma, trabalhe com promoções mas de forma consciente, se posicione no mercado e potencialize sempre o valor que a sua marca tem na vida dos seus clientes, porque se essa diferença não existir, você é só mais um prestador de serviço ou commodity entre tantos.
Espero que tenha gostado e até o próximo tema.

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