Essa pergunta pode parecer sem sentido, pois, como liderar sem se comunicar? Mas, para quem é “macaco velho” no mercado, sabe que isso é um ponto que está atrelado também, a um grande problema nas contratações de Recursos Humanos, o pertencimento.
Mas, vamos por parte, vou contar um relato pessoal, claro, sem pontuar nomes, pois esse não é o foco.
...um tempo atrás, comecei a trabalhar numa empresa de vendas na parte administrativa. E como todo começo, me dedicava ao máximo até em departamentos que não me pertenciam, mas que via como um bem comum, que hoje, é visto por muitas pessoas como algo anormal.
Enfim, com o passar do tempo, ganhei confiança de todas as pessoas que se relacionam comigo, mas infelizmente por muitos anos, houve trocas constantes de gerentes. Isso não era um problema, somente se tornou, quando um gerente começou a me maltratar e menosprezar o meu trabalho; que na época, essa pessoa (não vamos tratar o gênero), me dava ordens que iam contra a todo o processo da empresa e quando me reportei ao R.H, simplesmente, me deram a sugestão de mudar de loja.
Aonde quero chegar?
Estava nessa empresa a muitos anos, segurei várias barras nas trocas ou na ausência de gerente, me foram negadas oportunidades na época, por não ter um diploma, sendo que a função eu já exercia.
Aí entramos na questão do pertencimento, cultura e propósito.
Já foi a época das pessoas buscarem um emprego para se aposentar. Os jovens sejam da geração Y ou Z, não buscam somente salário, mas também, semelhanças com a empresa que estejam atreladas aos seus sonhos e carreira.
Finalizando o enredo anterior, acabei pedindo demissão e saindo frustrada como muitas pessoas no mercado.
O setor de recursos humanos, sabe muito bem que mais vale manter um funcionário empenhado do que contratar um novo, é que nem conquistar novos clientes, sai mais caro.
Essa semana mesmo, conversando com uma amiga sobre causos de empresas que não gostaríamos de ter vivido, nos mostrou o quanto esses, nos tornaram mais fortes e preparadas para o hoje; mas confesso que não é o que desejo para minha filha quando for começar a trabalhar.
As empresas debatem muito sobre novas tecnologias para atender os consumidores, técnicas como customer sucess, customer insights entre outros, mas e o dentro da empresa?
Como está a saúde e a satisfação dos seus funcionários?
Eles são a extensão e a voz do seu negócio, quando não há líderes ou chefes que não estão comprometidos com o seu próprio empreendimento, achando que o salário por si só já é o bastante, como cobrar postura, envolvimento, inovação se quem criou, não está ali?!
Trabalho desde os meus 16 anos e é incrível como ainda vejo e percebo nas conversas entre amigos ou debates, o quanto ainda é imaturo a relação entre chefe e funcionários.
As startups abordam uma nova estrutura que vejo futuro, um relacionamento mais de um para um e de crescimento em equipe.
Chega de competir com os colegas de trabalho para ser notado ou promovido e puxar o saco do chefe.
Tantas aprovações cansam, quando você será você mesmo?
No meu ponto de vista, não existe eu empresa, eu chefe de família, eu sociedade, eu funcionário e por aí vai… mudamos a linguagem em cada ambiente, mas a índole é a mesma, ou deveria ser.
Em suma, o que quero focar é que ser chefe, empreendedor ou líder, vai muito além de um título. O mercado e a comunidade precisam de linhas de frente que tenham sensibilidade, empatia, comprometimento com a empresa e com os seus funcionários e o mais simples de todos, que deem exemplo.
Por isso, a comunicação e liderança são primordiais, pois até para programação em linguagem de máquina, é necessário ser específico para se ter a ação desejada.
Espero que você que está lendo este, não vivencie uma jornada tão complexa e que não tenha que ter anos de idade, para perceber o seu valor no mercado.

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